domingo, 23 de novembro de 2008

Auf Achse

Com 20 anos, que tipo de homem seria se não fizesse o que tem de ser feito?
Ninguém nunca disse que seria fácil, nem que seria possível.
Mas se não feito, adquire-se uma dívida consigo.

Não escrever poesia sobre uma idealização.
Não fantasiar acontecimentos como mágicos, se banais.
Sair são e salvo de outro turbilhão que pede permissão para se aproximar (E se aproxima),
mantê-lo longe afinal.

Mas se a coisa certa é tão clara aos olhos, qual a razão da confusão?
E esse seria mesmo um estado de confusão?
Se não, por que a prosa não denuncia confiança?

Do caminho incerto a frente,
a razão é o sinal a seguir.
Ainda que perca espaço para abstratos menos mensuráveis,
a razão deve prevalecer como a saída.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Alímaca...

Por dias e eternidades
na dita bela dádiva do amor,
dádiva boba que me amaldiçoou.

Bom? Ruim?
Impreciso assim?
Apenas sinto que a dor não valeu
Pois por ela perdi algo meu.

Espírito, corpo e mente
De todos não sobrou nenhum.
Delírio,
estive, eu, em meio a mais um?

Incerto sobre o acaso,
sempre certo foi o descaso.
Hoje é tão viva a lembrança
ainda razão de tanta insegurança.

Amor que me abandonou
gêmea de mim que separou
alma dela nunca carente
zombou de mim, tão inocente.

Se ela nunca comigo
por que sonho meu não é amigo?
Inventa momentos,
constrói pensamentos.

No faz de conta,
linda e viva, minha amada.
Longe dele,
sozinha, minh'alma despedaçada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Doce sonho, triste fim

E como em todo bom filme, a trilha sonora:

Chora Coração

Tem pena de mim
Ouve só meus ais
Que eu não posso mais
Tem pena de mim

Quando o dia está bonito
Ainda a gente se distrai
Mas que triste de repente
Quando o véu da noite cai
Aqui fora está tão frio
E lá dentro está também
Não há tempo mais vazio
Do que longe do meu bem

Olho o céu, olho as estrelas
Que beleza de luar
Mas é tudo uma tristeza
Se eu não posso nem contar
O relógio bate as horas
Diz baixinho ela não vem
Ai de mim de tão altivo
Fiquei só sem o meu bem

Chora coração
Ouve só meus ais
Eu não posso mais
Chora coração



Chega de Saudade

Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...



Em no seu auto-exílio continuará a tocar...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vôo

Sabido que há um lugar onde a maldade não alcança.
Leve-me até lá.
Diz que posso segurar sua mão, que posso confiar nos seus versos.
Faça eu esquecer de minha arrogância.

Então me faz voar.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Um ser humano

Não há progresso se as relações humanas não são desenvolvidas.
Progresso não é tecnologia.
Enquanto continuarem frios e indiferentes, levantando muros para esconder sentimentos, não sairão do lugar.
Não quero aturar ou suportar conhecidos, prefiro gostar de amigos.
Não primo ser educado, quero ser caloroso ao invés disso.
Não preciso de besteiras banais, não me fazem falta formalidades.
Há quem diga insuportável, prefiro pensar ser humano.

domingo, 2 de março de 2008

Blog fechado


Por tempo indetermnado não vou postar mais aqui. Ou seja, posso postar amanhã, depois ou nunca mais.
A todos que liam ou leram os posts, muito obrigado pela atenção.

Boa noite e bons sonhos a todos!

P.S.: Obviamente a sequência "Recordar é viver" encerra-se por aqui também. Sem ânimo para continuá-la.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Preguiça

Ah, preguiça de fazer uma retrospectiva...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Recordar é viver...

É engraçado como as músicas costumam marcar os momentos das nossas vidas, sempre há uma música feita por alguém que de maneira mágica acaba por ser a trilha sonora de determinado momento importante pelo qual passamos.
Então eis que tive uma brlhante idéia, por que não fazer uma retrospectiva desses momentos usando o blog? E claro, por que não usar tais músicas significativas para valer a retrospectiva?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

The Show Must Go On

Empty spaces - what are we living for?
Abandoned places - I guess we know the score..
On and on!
Does anybody know what we are looking for?

Another hero - another mindless crime.
Behind the curtain, in the pantomime.
Hold the line!
Does anybody want to take it anymore?
The Show must go on!
The Show must go on!
Inside my heart is breaking,
My make-up may be flaking,
But my smile, still, stays on!

Whatever happens, I'll leave it all to chance.
Another heartache - another failed romance.
On and on!
Does anybody know what we are living for?
I guess i'm learning (I'm learning learning, learning)
I must be warmer now..
I'll soon be turning (turning, turning turning)
round the corner now.
Outside the dawn is breaking,
But inside in the dark I'm aching to be free!

The Show must go on!
The Show must go on! Yeah!
Ooh! Inside my heart is breaking!
My make-up may be flaking!
But my smile, still, stays on!
Yeah! oh oh oh

My soul is painted like the wings of butterflies,
Fairy tales of yesterday, will grow but never die,
I can fly, my friends!

The Show must go on! Yeah!
The Show must go on!
I'll face it with a grin!
I'm never giving in!
On with the show!

I'll top the bill!
I'll overkill!
I have to find the will to carry on!
On with the,
On with the show!

The Show must go on.
(Queen)


Sobreviver!
Quando tudo passar, manda avisar:
"Jamais vai morrer!".
Infeliz, a imortalidade.