quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Alímaca...

Por dias e eternidades
na dita bela dádiva do amor,
dádiva boba que me amaldiçoou.

Bom? Ruim?
Impreciso assim?
Apenas sinto que a dor não valeu
Pois por ela perdi algo meu.

Espírito, corpo e mente
De todos não sobrou nenhum.
Delírio,
estive, eu, em meio a mais um?

Incerto sobre o acaso,
sempre certo foi o descaso.
Hoje é tão viva a lembrança
ainda razão de tanta insegurança.

Amor que me abandonou
gêmea de mim que separou
alma dela nunca carente
zombou de mim, tão inocente.

Se ela nunca comigo
por que sonho meu não é amigo?
Inventa momentos,
constrói pensamentos.

No faz de conta,
linda e viva, minha amada.
Longe dele,
sozinha, minh'alma despedaçada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Doce sonho, triste fim

E como em todo bom filme, a trilha sonora:

Chora Coração

Tem pena de mim
Ouve só meus ais
Que eu não posso mais
Tem pena de mim

Quando o dia está bonito
Ainda a gente se distrai
Mas que triste de repente
Quando o véu da noite cai
Aqui fora está tão frio
E lá dentro está também
Não há tempo mais vazio
Do que longe do meu bem

Olho o céu, olho as estrelas
Que beleza de luar
Mas é tudo uma tristeza
Se eu não posso nem contar
O relógio bate as horas
Diz baixinho ela não vem
Ai de mim de tão altivo
Fiquei só sem o meu bem

Chora coração
Ouve só meus ais
Eu não posso mais
Chora coração



Chega de Saudade

Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...



Em no seu auto-exílio continuará a tocar...