quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Está melhor assim?
Ou você se sente igual?
Ficou fácil para você agora?
Agora que achou alguém para culpar?

Eu te decepcionei?
Ou deixei um gosto amargo em sua boca?
Você age como se nunca tivesse tido amor
E quer que eu siga sem


Bom, é muito tarde, esta noite
Para trazer o passado à tona
Somos um, mas não somos iguais
Temos de cuidar um do outro, cuidar um do outro


Você veio aqui por perdão?
Você veio levantar os mortos?
Você veio aqui para bancar Jesus
Para os leprosos da sua cabeça?
Eu lhe pedi muito, mais do que bastante?
 
Você me deu nada, agora isso é tudo o que tenho
Somos um, mas não somos iguais
Nós nos machucamos e aí fazemos de novo


Será que me culpar é a solução para tudo, Mayara?
Será que machucar um ao outro sem parar é nosso ponto final?
Estou mal, sinto-me mal, pouco em que me agarrar e muito me puxando pra baixo.
Só queria que não precisasse ser tudo desse jeito, só queria poder ter minha amiga de volta. Sinto sua falta, sinto tantas coisas, penso tanto nisso tudo...
Eu merecia uma última conversa, sei que eu merecia por tanto que investi, tanto que lutei, tanto que tentei e tanto que sofri.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016



Tristesse


Como você pode pedir
Pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi

Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu

Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então

Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir...

sábado, 7 de dezembro de 2013

O Giz de 2007

"Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E pra ser honesto só um pouquinho infeliz.

Mas tudo bem, tá tudo bem, tá tudo bem."

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vento da nostalgia

Vento lhe traz a lembrança dos olhos
não era sonho, ela ao seu lado.
Sente frio com aquela presença
Do vento cortando sua garganta seca.

O "em comum" causando discordância,
detalhes irrisórios não cerceáveis
Seu "eu" afastado da metade,
chorando sem nenhuma vaidade.

Deseja acreditar no que finge
Confuso como os sentimentos dela
na incerteza de uma linha tênue
flertando com o ódio, desejando seu amor.

O vento para e o faz esquecê-la
O sol queima o que era um quinhão de ilusão
Desfaz o engodo tanto tempo enraizado
Abre portas, já é nova a estação.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sobre Bruno Medina e sua carta aberta a Michel Teló


Após uma breve leitura da tal carta aberta de Bruno Medina (Ex-Los Hermanos) a Michel Teló, criticando e ironizando o sucesso de seu Hit "Ai se eu te pego". Percebe-se que, assim como os últimos 5 anos de carreira de cada "hermano", esta fora mais uma oportunidade de silêncio perdida pelo EX músico.
Perdendo-se em sua já característica (E de toda a banda) retórica blasé cita que seu hit "AnnaJúlia" fora regravado por George Harrison tentando dar um falso status de importânciainternacional para a música tentando nos instigar a compará-la com o sucesso de Teló e fazendo pouco caso do mesmo, como se este precisasse ser regravado por um ex-Beatle em fim de carreira com gosto musical exótico para ser um hit verdadeiramente significante.
Abusa do típico mau humor a fim de dar um tom elitista/superior ao seu texto quando lembra de soldados israelenses como "bobos" graças à música, deixando uma confusa ideia que momentos de descontração ou de interação com uma música por meio de dança signifique algum tipo de idiotia.
Com bastante propriedade (Que mais se parece uma necessidade um tanto egocêntrica de auto-afirmação) divaga sobre a necessidade de se construir um legado musical consistente para sair da sombra de um Hit e não ser avaliado por somente este. Algo que ainda que sua banda tenha conseguido fazê-lo, não consegue-se enxergar de onde surgiu e quando tornou-se necessária uma comparação entre a carreira musical de Los Hermanos e Michel Teló e nem entende-se o tom de deboche, já que parece dizer: "Duvido que chegue tão longe quanto meu pinto chegou.".
Por fim, porém não menos mediocremente infeliz, debocha do fato do cantor estar se preparando para uma turnê internacional, dando como certo o seu fracasso nessa, e, mais uma vez, tece uma crítica irônica sobre dança. Demonstrando toda a sua amargura e seu incômodo com a simples informação de que o rapaz que canta a música estar mesmo indo fazer shows internacionais.
Ainda que "Ai se eu te pego" não seja a canção brasileira mais inteligente já composta ou a maissignificativa, é de se aceitar que a mesma nunca teve a pretensão de sê-la e dentro de seu contexto cumpre bem ao que se propõe, que é divertir quase inocentemente a maior parcela da população, aquela parcela que considera música, apesar e além de tudo, ainda somente música. Argumenta-se também que a canção dentro de seu estilo soa muito bem e dentro do grupo das "Canções de Verão do ano" é uma das menos apelativas. Analisando-se a certa antipatia que certos "pseudointelectuais" criaram por Michel Teló graças à música, pode se traçar um breve paralelo sobre o quão menor esta poderia ser se o mesmo ao invés de adotar uma postura sorridente e alegre em entrevistas sobre a mesma, adotasse todo a ar blasé, a antipatia e, por muitas vezes, grosseira que os Los Hermanos adotam ao lidar com perguntas sobre sua "AnnaJúlia"(Ou sobre o interesse amoroso de um certo integrante da, ou simplesmente de como está o tempo).
Michel Teló não é de longe o principal expoente da música brasileira, provavelmente será esquecido em pouco tempo e, vejam só, graças a seu sucesso será para sempre estigmatizadocomo sinônimo de o que temos de pior em nossas músicas e talvez Bruno Medina até esteja certo a respeito de alguns tópicos. No entanto, Bruno Medina não é ninguém para julgar ruim o sucesso de um colega de profissão e nem tem o direito de, apenas para parecer um pouco inteligente ou por puro ciuminho, ridicularizar e banalizar a diversidade de gostos musicais da grande massa, como se todos fossem obrigados a ir a festas com barbas por fazer, tomando um whisky qualquer e discutindo com palavras difíceis o quão pertinente é a metáfora ambulante de reprodução dos caracóis listrados da Austrália, sem se mexer ou manifestar qualquer tipo de movimentação que possa interagir com a música.
Michel Teló provavelmente daqui 10 anos será lembrado como alguém dono de um Hit muito mais popular que "Anna Júlia", com consistência musical muito inferior a Los Hermanos, com bem menos relatos de indelicadezas com fãs ou jornalistas que Amarante, Camelo, Medina ou Barba e com uma carreira internacional tão significativa quanto Little Joy. Então por que tantoincômodo e necessidade de parecer superior a algo tão passageiro?

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Ideia

Da noite, o brilho no Universo frio,
Centelha de calor...
Com um toque afável,
ela germinou.

Sublime Vontade, de ti,
sem alarde é o que peço.
Contigo a guarde,
enobrece-te neste verso.

Corrupto Poder, contenha
os invisíveis braços.
É secreta, sem senha,
move muda a larga azenha.

Pequena e hostil,
sozinha o garante.
Por pena ou servil,
sempre atroante.

(Diógenes Andrade)

domingo, 26 de junho de 2011

Cliquot- Beirut (Traduzida)

Uma praga no hospício, uma praga sobre os pobres
Agora vou bater no meu tambor até eu estar morto
Ontem, uma febre. Amanhã, São Pedro.
Eu vou bater no meu tambor até lá.

Mas qual melodia tirará o meu amor da cama dele?
Qual melodia a verá em meus braços novamente?

Botar fogo nos alicerces e queimar a estrutura
Você nunca tirará nada de mim
A vidraça da minha janela ficará trêmula e ondulada
Eu não vou deixar nem uma costura para trás.

Mas qual melodia tirará o meu amor da cama dele?
Qual melodia a verá em meus braços novamente?

Eu cantarei das paredes do poço e da casa no topo da montanha
Eu cantarei das garrafas de vinho que nós deixamos sobre nosso velho peitoril.
Eu cantarei dos anos que você irá desperdiçar ficando triste e velha
Oh, amor, e do frio, do frio vindouro.

*Tradução livre por mim.